sexta-feira, 11 de agosto de 2017

METROPOLIS DE FRITZ LANG














                                                Hoje, deu na telha, de assistir depois de anos, o filme  Metrópolis de Fritz Lang, considerado uma obra prima do expressionismo alemão. Viu-o a primeira em 1965 e continuo achando-o uma obra mestra, uma ficção-científica profética, inovadora para os padrões do cinema em l927, quando foi feito, mas confesso que agora vi coisas que se passaram despercebidas outras vezes que o tinha visto. A primeira coisa que notei foi uma espécie de ingenuidade do mestre alemão em acreditar na união entre o capital e o trabalho e que o amor venceria as divergências, e, neste ponto, sua objeção à luta armada. Segundo, a demonização do homem de ciência na figura do professor Rotwang, encarnado por Rudolf Kleine-Rogge, bem como a demonização de quem prega a luta armada, na figura da falsa Maria, o ser-máquina criado pelo inventor. A história mostrou que esta aquela união é impossível e o que se vê atualmente é o acirramento da luta entre o capital e o trabalho com o surgimento do neo-liberalismo.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

VILLA-LOBO E A ALMA BRASILEIRA




                         Este é o preludio nº 5 de Villa-Lobos interpretado por John Williams.  A música ouvida no intimo do compositor, isto é, a por ele imaginada,  sofre transformações diversas até chegar até nós. Primeiro, há de se admitir que é praticamente impossível transcrever na partitura tudo aquilo que o compositor imaginou sentiu na sua música, da mesma maneira como é impossível ao escritor transmitir em palavras tudo o que realmente sente ou sentiu. Diria mesmo que é impossível a qualquer artista transmite integralmente o que sente, seja por qualquer meio que utilize, pintura, escritura, escultura, música, dança, teatro, etc, por isto que é comum ouvir-se: Não há palavras para descrever. Disse Turibio Santos que os prelúdios, escritos em 1940,  são retratos do  povo brasileiro. Neste prelúdio nº 5 a gente vê um trecho, embora pequeno que se assemelha melodicamente a uma das canções de Luiz Gonzaga. Teria razão Turíbio? Exatamente a partir de 1 minuto. vê-se que se assemelha ao Assum Preto. "Furaro os oio, pra ele assim cantar melhor." 
                           Esta é uma semelhante que atesta o caracter brasileiro das composições de Villa. 


                    
                                     

segunda-feira, 15 de maio de 2017

DEUS ESTÁ MORTO













       Sou nietzscheano, mas aqui discordo dele. Rrsrsrrs. Segundo Karel Kosik a realidade contém dois aspectos: O fenômeno que é o lado aparente do problema e a essência que é o lado oculto deste mesmo problema. Assim que, se admitimos que Deus morreu,temos de admitir que ele algum dia existiu. Por outro lado, se admitirmos que Deus existiu, mas morreu, fica evidente que ele não é ou nunca fora Deus. Ainda, se Deus é uma criação para superar nossa fraqueza, temos que Deus, de fato existe, porque nós o criamos. A realidade, o concreto é então é existência de Deus cujo fenômeno se manifestaria pela realidade que vemos e tocamos e consequente crença em um criador. Sua essência está em que este criador não é um criador, mas uma criatura criada por nossa mente para auto-proteção. Voltarei ao tema, depois





sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

AZULÃO E SUA MÚSICA


                                    Que primor de ritmo! Parece ser fácil dividir as sílabas ritmicas na musica nordestina, mas não é. É uma riqueza de staccatos, síncopes e contratempos que não é todo cantor que consegue. aliás, a gente sente logo a diferença quando um sulista canta música nordestina, ele não consegue este floreio rítmico que o nordestino faz com maestria. Veja o Azulão, vejam  o Jackson do Pandeiro, só como exemplo, levam a música nordestina a um patamar único no cenário musical do mundo, no que tange à divisão silábica do rítmo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Deus Carmo Crítica:                    Hoje não tenho assunto. Seria...

Deus Carmo Crítica:

                   Hoje não tenho assunto. Seria...
:                    Hoje não tenho assunto. Seria o caso de  inventar.Que falar da mediocridade das traduções brasileira? Sim. As tra...

UMA CRÍTICA IMITAÇÃO








                   Hoje não tenho assunto. Seria o caso de  inventar. Que falar da mediocridade das traduções brasileiras? Sim. Traduze-se de maneira literal, sem observar as peculiaridades e espírito da lingua portuguesa. Usa-se  do jargão americano, do pior que se pode ter na linguagem americana. O gerundismo tomou conta da língua falada até por supostos intelectuais como atores, escritores etc. As expressões de Norteamérica fazem parte do dia a dia dos tradutores. Nota-se entre eles serem paupérrimos em língua pátria, apesar de se vangloriarem de falar bem o Inglês, esquecendo-se  que o seu  país é a sua língua. O inglês e o americano não sentem o menor orgulho em falar bem o português; Este um fenômeno típico dos povos dominantes, Roma nunca se esforçou em falar a língua dos povos conquistado e até condenavam os que o falassem,
                    Estamos assistindo, por consequência, a uma nova forma de colonização pela língua, pelos costumes e atrás disto o domínio econômico. Não sou contra o aprendizado do inglês, sou contro a substituição de palavras portuguesa pela inglesa. Acho até que certas palavras brasileiras são mais sugestivas e dizem mais de nosso espírito que as palavras inglesas. Biba, ou seu diminutivo bi, é muito mais bonita e expressivo que a palavra gay. Reunião é muito mais sugestiva que meeting. Jóia é muito mais sugestivo do que o seco e desgastado Ok. É niuma é muito mais apropriado do que all right. e por aí vai. Em cima ou em riba muito mais convincente do up to date.
                        VAMOS PENSAR NISTO?

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O VELHO CHICO E O PADRE ROMÃO







Tenho visto pouco o Velho Chico que me parece tenha a Globo, com ele, tentado recuperar um pouco da audiência perdida com temas polêmicos que divide a sociedade brasileira. A primeira fase me pareceu mais interessante pela juventude dos personagens que dava uma dinâmica mais cinematográfica à trama. Neste segunda fase estava me chamando atenção a atuação de Umberto Magnani na pele do Padre Romão, que fazendo jus ao nome, era uma atuação magnânima. Seu canto do cisne, eis que a morte o traga em plena atividade. A Globo que, me parece não ter sido muito feliz na troca de atores para viver os mesmos papeis terá à frente um problema: É justamente agora quando terá de substituir o ator ou dar um fim ao personagem para a entrada de outro. Aí é que veremos a criatividade do autor, no caso de novela, já que é o autor o senhor do enredo e do tema. Está portanto, nas mãos do autor a solução. Vamos ver o que acontecerá.

Quanto à morte de Umberto Magnani, só nos resta a lamentar, embora saibamos que a morte ronde todos nós, e nos ameace a cada minuto de vida.